


FPM: prefeituras recebem R$ 2,2 bilhões nesta terça-feira (20); 15% a mais que no mesmo período de 2025
Marquezan Araújo
As prefeituras brasileiras vão receber nesta terça-feira (20) os recursos do segundo decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor da transferência é de R$ 2,2 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma variação positiva de 15%. A segunda parcela de outubro de 2025 foi de R$ 1,9 bilhão
Fim da escala 6×1 pode custar R$ 5,14 bilhões por ano aos municípios
O fim da escala de trabalho 6×1 para trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios pode gerar um impacto de R$ 5,14 bilhões por ano nos cofres municipais. A estimativa é da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Segundo a entidade, o custo anual total da redução da jornada de trabalho pode chegar a R$ 6,6 bilhões, incluindo R$ 1,49 bilhão em despesas com a contratação direta de servidores.
Bancos tradicionais são principal fonte de crédito para a indústria, aponta CNI
Duas em cada três indústrias que buscaram crédito entre fevereiro e julho de 2026 recorreram a bancos comerciais tradicionais para obter financiamento de curto e médio prazo. No financiamento de longo prazo, essas instituições também foram a principal fonte de recursos, citados por quase metade das empresas industriais que buscaram essa modalidade de crédito. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa também mostra que pequenas empresas têm mais dificuldades para obter crédito adequado. Confira os detalhes.
Paloma Custódio
A classe média vai desaparecer?
Escritor analisa transformações socioeconômicas em livro

Qual o sentido da vida para quem é classe média? Que opiniões ela defende? Como seus integrantes tentam manter a própria relevância em um contexto marcado por preconceitos? Em que medida suas visões ideológicas retratam a instabilidade do Brasil contemporâneo? De que maneira seus padrões de consumo refletem a tentativa de distanciamento da pobreza e de aproximação da elite?
Essas são algumas das perguntas exploradas pelo advogado civilista e professor Gilberto Kieling no livro O labirinto da classe média. Com uma perspectiva baseada em nomes como Max Weber, Erich Fromm, Leandro Konder, Florestan Fernandes e Jessé Souza, a obra revela a origem, a definição, as contradições e os erros desse grupo à medida que pondera sobre seu papel nas decisões políticas e sociais do país.
O autor se propõe a um desafio desde a primeira página: compreender a si mesmo e apresentar esse olhar aos outros, porque, salvo raras exceções, todo escritor é de classe média. Para Kieling, se a pessoa não é detentora dos meios de produção e adquire uma certa qualidade de vida somente com o esforço do trabalho, então ela faz parte desse extrato intermediário que divide os ricos e os pobres.
Além de explicar como a formação desse grupo socioeconômico está ligada à revolução industrial dos dois últimos séculos, a obra destrincha como ele se estabelece no Brasil e continua a influenciar desde o consumo até a política. Entretanto, o ensaio mantém sempre a atenção para uma realidade: a de que a classe média sofrerá transformações irreversíveis diante das tecnologias emergentes.
Esta realidade lentamente está se alterando. Em primeiro lugar pelas inovações tecnológicas do mundo digital, que estão substituindo seres humanos por máquinas e robôs. Por mais otimistas que sejamos, é impossível ignorar que uma linha robotizada numa montadora de automóveis, por exemplo, substituiu centenas de trabalhadores. As máquinas são baratas, não reclamam da jornada de trabalho, não tiram férias e não adoecem. E atualmente, com o crescimento da inteligência artificial, avançam sobre os empregos dos escritórios e das funções que exigiam esforço intelectual. Não são apenas os trabalhadores da força bruta que estão sofrendo os impactos. (O labirinto da classe média, p. 64)
De acordo com o autor, a precarização do trabalho, as promessas não cumpridas do liberalismo e a instabilidade econômica revelam como a população que ganha salário com atividades intelectuais em escritórios climatizados não é tão diferente de quem está no chão da fábrica manuseando ferramentas. Mas o futuro da classe média está em aberto, segundo o professor. Se ela vai aceitar seu espaço ao lado daqueles que produzem a riqueza ou continuar lutando para se inserir entre os detentores do dinheiro, apenas o tempo poderá revelar.
Para atravessar temas densos e ainda assim alcançar o público citado no próprio título, a publicação se desvincula da linguagem acadêmica tradicional. Com um tom crítico e por vezes irônico, a exemplo dos nomes dos capítulos “À direita, por favor!”, “Meu amado shopping center” e “Minha casa, meu castelo”, o escritor provoca os leitores a entenderem seu lugar no desenvolvimento do país e na democracia.
“A obra lança questionamentos inadiáveis acerca do futuro da classe média e dos atuais riscos à sua permanência, bem como sua importância para a sociedade brasileira. A classe média costuma ser abordada apenas sob os ângulos do reacionarismo e da adesão quase doentia ao consumismo. Mas ignora-se o fato de que ela também define o país, muito embora seus integrantes não tenham consciência de classe”, defende Gilberto Kieling.
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Empresa patrocinadora do Concurso Garota Litoral 2026 em Aquiraz – Ceará

A música brasileira se despede de Benito Di Paula, cantor e compositor que marcou gerações com sua voz inconfundível e sucessos que atravessaram décadas.

Aos 84 anos, sua partida, após um ano de luta contra o câncer de próstata, reforça a importância da atenção à saúde masculina.
O câncer de próstata se desenvolve na glândula localizada abaixo da bexiga e pode não apresentar sintomas nas fases iniciais.
Quando surgem, podem incluir:
dificuldade para urinar,
sangue na urina;
alterações no fluxo urinário.
A investigação envolve avaliação médica, exame de PSA e, quando indicada, ressonância magnética multiparamétrica.
A confirmação diagnóstica é feita por biópsia. Identificar alterações e avaliar os fatores de risco permite definir a melhor conduta para cada paciente, com maiores possibilidades de tratamento nos casos localizados.
Fonte: Mega imagem

O Datafolha deve apresentar um novo levantamento sobre o segundo turno das eleições 2026, na próxima quinta-feira, dos candidatos Lula (PT) a Flávio Bolsonaro (PL). Realizada integralmente após o debate da Band deste domingo (18), a pesquisa busca verificar se o embate inicial entre os dois concorrentes alterou as intenções de voto nos momentos finais da campanha. revisto para começar às 20h, no estúdio da Band em São Paulo, o confronto ocorre uma semana antes da votação do segundo turno, que está prevista para 25 de outubro. Já a coleta de entrevistas desta rodada se concentra no período entre terça-feira (20) e quinta-feira (22).

O que a pesquisa vai investigar
O instituto não vai só medir a intenção de voto espontânea e estimulada; pretende também mensurar o grau de decisão do eleitorado. Será perguntado aos entrevistados se já têm plena convicção da escolha ou se cogitam trocar antes do dia 25.
Flávio Bolsonaro começa semana liderando pesquisa da PoderData/Aya

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou à frente de Lula (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta segunda-feira (19). O senador aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% do atual presidente, revertendo o empate registrado na rodada anterior.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio obteve 47,03%, enquanto Lula somou 45,16%. O levantamento também aponta rejeição de 48% a Lula e 44% a Flávio.
Realizada por telefone entre 16 e 18 de outubro, a pesquisa ouviu 3.000 pessoas em 695 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com confiança de 95%. Registro no TSE: BR-02586/2026.
A diferença de quatro pontos supera a margem de erro informada, mas o resultado representa um retrato do momento, não uma previsão definitiva da eleição.
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