Câmara aprova novas regras para MEI; CACB cobra avanço para pequenas empresas

Proposta eleva o limite de faturamento e prevê perdão de dívidas, enquanto CACB defende a atualização das faixas para micro e pequenas empresas

A Câmara dos Deputados aprovou, por 461 votos a 4, um projeto que aumenta o limite de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), prevê o perdão de dívidas e amplia a possibilidade de contratação de funcionários. A proposta segue para análise do Senado.

Em posicionamento oficial, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) declarou ser favorável às medidas, contudo, defende que a votação também deveria ter contemplado a atualização da tabela do Simples Nacional, outra pauta da entidade voltada às micro e pequenas empresas.

O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, que também comanda a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), comemorou o reajuste para os micro empreendedores, mas destacou a importância de se caminhar ainda mais para incluir todo o Simples. “Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação.”

Embora a matéria tenha sido aprovada por ampla maioria, a velocidade do rito de tramitação e a falta de estudos detalhados sobre as consequências orçamentárias e financeiras geraram críticas entre parlamentares de oposição durante a votação do texto substitutivo, como é o caso da deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP).

“Eu acho lamentável que um debate que deveria ser feito com toda a calma e de uma maneira estruturada, ouvindo a sociedade, ouvindo o setor produtivo, com respeito, com responsabilidade, tenha sido atropelado. Um desrespeito com a sociedade de uma maneira açodada e sem nenhuma noção de impacto o que isso vai gerar”, destacou a parlamentar.

Além da rapidez na votação, congressistas questionaram o tratamento diferenciado concedido aos microempreendedores em relação aos integrantes de outros regimes simplificados. A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) criticou a recusa em incluir o Simples Nacional nas negociações sob o argumento de restrições fiscais, argumentando contradição no embasamento técnico utilizado pelo governo.

“Qualquer país sério fortalece o pequeno. Agora, vem uma iniciativa do governo para separar o pequeno empresário, o Simples Nacional, aquele cara do armazém, a padaria, ou seja, o comerciante que sustenta os municípios todos. O que é que ele faz? Ele exclui. E mais, para o MEI, ele perdoa a dívida e diz que não aceita o Simples Nacional nem as pequenas empresas com base na falta de previsão orçamentária. Ora, como é que tem falta de previsão orçamentária se nós não votamos o orçamento?”, questiona.   

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), relator da proposta, que reuniu medidas dos projetos de lei complementar (PLPs) 186/2026 e 267/2026.

Limite de faturamento e perdão de dívidas

O teto de receita bruta anual do MEI, que permanece em R$ 81 mil desde 2016, poderá subir para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Para quem iniciar as atividades durante esses anos, o limite mensal de faturamento será de R$ 9.166,67 em 2027 e R$ 11.666,67 em 2028.

Fonte: Brasil 61

Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas é lançada em São Paulo para articular projetos de crédito e apoio ao empreendedorismo feminino

Parlamentares e representantes do setor produtivo lançaram nesta terça-feira (13), em São Paulo, a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, com o objetivo de articular o avanço de projetos sobre crédito para empresárias, incentivo ao empreendedorismo feminino e combate à violência patrimonial.

Marquezan Araújo

O debate sobre a organização das jornadas de trabalho no varejo ganhou um novo capítulo com a aprovação da PEC que altera a escala 6×1. A medida reflete uma preocupação legítima com bem-estar, produtividade e sustentabilidade das relações de trabalho.

Nesse contexto, mais do que defender ou rejeitar formatos específicos, torna-se essencial analisar como essas mudanças se conectam a temas estruturais do varejo, como cultura organizacional, liderança, engajamento e execução.

Mesmo após a aprovação, precisamos ter clareza de que a mudança na jornada, por si só, não resolve os principais desafios de gestão de pessoas no varejo e pode até criar uma falsa sensação de solução.

O erro está em tratar o problema como uma equação de horas, quando, na verdade, ele é uma questão de sentido. O varejo que prospera no longo prazo não é aquele que apenas ajusta escalas ou processos, mas o que entende que resultado sustentável nasce de propósito, cultura e liderança. Sem isso, essa mudança se tornará paliativa.

Um dos maiores riscos do setor é manter pessoas operando como “meras engrenagens” de um sistema. Independentemente da escala adotada, o desengajamento persiste quando o colaborador não encontra significado no que faz. Um dia a mais de folga não compensa a sensação de invisibilidade, de falta de reconhecimento ou de ausência de pertencimento.

As pessoas não se conectam com planilhas ou discursos genéricos; elas se conectam com causas, com ambientes onde sentem que importam. Sem esse vínculo emocional, o cansaço muda de forma, mas não desaparece.

É por isso que a liderança ocupa um papel central nesse debate. O varejo ainda carrega o estigma de ser um ambiente exaustivo e, muitas vezes, hostil. Porém, a raiz desse problema não está apenas na carga horária, mas na forma como se lidera.

A mudança no modelo de jornada não corrige uma liderança tóxica, baseada exclusivamente em cobrança e números frios. O novo varejo exige líderes capazes de inspirar, escutar e desenvolver pessoas. Líderes que atuem como embaixadores do propósito da empresa, transformando metas em desafios compartilhados e não em ameaças constantes.

Essa discussão nos leva, inevitavelmente, à cultura organizacional. Cultura não é o que está escrito na parede, nem o que aparece em campanhas internas. É o que se vive todos os dias.

Uma empresa pode se adaptar às novas regras da jornada de trabalho e ainda assim continuar perdendo talentos se mantiver uma comunicação truncada, decisões incoerentes e uma estrutura que não respeita as pessoas.

A retenção acontece quando há transparência, diversidade, ética e alinhamento entre os valores do colaborador e os da organização. O varejo é, acima de tudo, sobre pessoas: quem compra e quem faz a experiência acontecer. Ignorar isso é tratar o setor apenas como uma máquina transacional, e não como um ecossistema vivo.

A mudança na escala de trabalho será insuficiente se vier desacompanhada de uma transformação mais profunda. O varejo precisa de alma. Precisa entender que resultado financeiro não é inimigo da humanidade; ao contrário, ele é consequência dela.

No fim, não é apenas sobre trabalhar menos ou mais. É sobre trabalhar com sentido. É isso que sustenta negócios, preserva pessoas e constrói um varejo verdadeiramente relevante.

Paulo Brenha é executivo, Top Voice no LinkedIn e autor de “Varejo com propósito e resultado”.

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Ex-vereador de Aquiraz, Ney Pires, casal, Julio Cesar Matos e Imaculada de Castro, na Barra da Anália, evento social promovido pelo Jornal Tribuna do Litoral.

Cantora Eloiza Moraes, artista da terra com músico Ôla, música de qualidade na cidade de Aquiraz.

TBT- Edição Garota Litoral, ensaio fotográfico no Porto das Dunas, esse ano vamos realizar a nossa décima quarta edição na cidade de Aquiraz.

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