Festival Celebrando a vida: Roupa Nova em Aquiraz

No próximo domingo, dia 1º de novembro, a prefeitura Municipal de Aquiraz, através da Secretaria de Cultura realizará mais uma edição do ´´Festival Celebrando a Vida´´ com a participação da banda Roupa Nova. Um grande evento que vai relembrar os melhores sucessos da banda que marcou gerações e promete receber um recorde de público na Praça da Igreja Matriz de Aquiraz. A programação será voltada especialmente ao público com mais de 40 anos, mas que também pretende reunir famílias.

Outro grande evento que já faz parte do calendário cultural do município de Aquiraz é o Concurso Garota Litoral 2026. O vento acontecerá no dia 5 de dezembro, no bairro Divinéia e tem o apoio do Governo Municipal, Secretaria de Cultura e Turismo.

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Apoiada pela Lei Rouanet, Orquestra Brasileira de Cantores Cegos já gerou mais de 300 postos de trabalho

Redação Brasil 61

Única formação musical composta integralmente por cantores com deficiência visual em todo o mundo, a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos consolida uma trajetória de inovação artística e inclusão cultural ao estrear a quarta temporada de apresentações.

Ela previu a própria morte, viu o irmão se afogar no poço e levou um segredo para o túmulo

Com elementos de realismo mágico, advogada Maria Carla de Avelar Pacheco estreia na ficção com história sobre laços familiares, perdas e visões que desafiam os limites entre destino e livre-arbítrio

É com esse início abrupto que Maria Carla de Avelar Pacheco, advogada da União há mais de 15 anos, marca sua estreia na ficção com o romance Impacto, publicado pela Editora Urutau. Inspirada inicialmente em uma história da própria família, a autora combina drama familiar, realismo mágico e crítica social em uma narrativa que acompanha as consequências de uma decisão tomada na infância, cujos efeitos atravessam gerações e ultrapassam os limites de uma única existência.

A história tem início na infância de Inês, em Castro Alves, no interior da Bahia. Desde pequena, ela tem visões que ninguém parece levar a sério, exceto o irmão gêmeo, José. Quando uma brincadeira perto do poço termina em tragédia, uma decisão tomada pela menina desencadeia consequências que se estenderão por décadas. Aos 17 anos, Inês deixa a família e parte para Salvador. Depois, segue para o Rio de Janeiro e, posteriormente, para Brasília, onde constrói uma nova vida, forma família e conquista patrimônio. No entanto, o passado continua a acompanhá-la.

À medida que a narrativa avança, o foco se desloca para outros integrantes da família, cujas trajetórias revelam conflitos, ambições, perdas e escolhas próprias. O filho mais velho, Augusto, envolve-se em fraudes no mercado imobiliário e acaba detido no presídio da Papuda. O caçula, Conrado, por sua vez, enfrenta com a esposa, Cris, sucessivas perdas gestacionais. As histórias se entrelaçam e se desdobram ao longo das gerações, compondo um mosaico de vidas marcadas por decisões individuais e consequências que nem sempre podem ser compreendidas de imediato.

Há, ainda, um legado que não se limita aos conflitos entre gerações. Assim como Inês herdou da avó paterna o misticismo, essa característica também se manifesta em Antonella Victória, uma de suas netas. As intuições e premonições aproximam as duas, criando um elo que atravessa o tempo e introduz uma dimensão sobrenatural na história familiar. O que foi motivo de incompreensão desde a infância de Inês ressurge em outra geração, deixando em aberto as fronteiras entre herança, destino e os mistérios que a razão nem sempre consegue explicar.

Mais do que cenário para o enredo, Brasília ocupa um papel de personagem na narrativa: a construção e a transformação da capital federal representam, para a matriarca da família, a possibilidade de ascensão social e de reconstrução da própria vida. Ao conquistar espaço e patrimônio na cidade, ela se aproxima de um futuro diferente daquele que deixou para trás, enquanto as mudanças urbanas e sociais dialogam com suas ambições e com as contradições que atravessam sua trajetória.

Ao entrelaçar realismo mágico, drama familiar e transformações sociais, Maria Carla de Avelar Pacheco constrói uma narrativa em que diferentes personagens e gerações se sucedem, revelando, pouco a pouco, as consequências de uma decisão tomada décadas antes. Entre luto, disputas por afeto e patrimônio, conflitos familiares e acontecimentos que desafiam a compreensão racional, Impacto propõe uma reflexão sobre a responsabilidade pelas próprias escolhas e a possibilidade de que os efeitos ultrapassem não apenas o tempo e as gerações, mas os limites de uma única vida. Mais do que a trajetória de uma personagem, o romance tem como verdadeiro eixo narrativo a relação entre uma decisão e suas consequências.

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